Dr. Gabriel Severo https://gabrielsevero.com.br Cirurgia de Quadril Wed, 06 May 2026 19:01:44 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://gabrielsevero.com.br/wp-content/uploads/2026/02/cropped-LOGO-fundo-transparente-2-1-e1772734615383-32x32.png Dr. Gabriel Severo https://gabrielsevero.com.br 32 32 Impacto femoroacetabular: o que você precisa saber https://gabrielsevero.com.br/impacto-femoroacetabular-o-que-voce-precisa-saber/ https://gabrielsevero.com.br/impacto-femoroacetabular-o-que-voce-precisa-saber/#respond Thu, 30 Apr 2026 17:36:25 +0000 https://gabrielsevero.com.br/?p=374

Impacto femoroacetabular: o que você precisa saber

O que é o impacto femoroacetabular?

O impacto femoroacetabular (IFA) é uma condição caracterizada por um conflito mecânico anormal entre o fêmur e o acetábulo durante os movimentos do quadril.

Em uma articulação normal, essas estruturas se encaixam e se movimentam de forma harmoniosa. No IFA, alterações no formato ósseo fazem com que ocorra um contato precoce entre elas, especialmente em movimentos de flexão e de rotação.

Com o tempo, esse atrito repetitivo pode levar a lesões da cartilagem e do labrum — uma estrutura fundamental para a estabilidade do quadril — resultando em dor, prejuízo nas atividades do dia a dia e, em alguns casos, evolução para artrose precoce.

Por que o impacto femoroacetabular acontece?

O IFA está relacionado, na maioria dos casos, a variações anatômicas do quadril que surgem durante o desenvolvimento ósseo. As principais alterações são:

– Alteração do tipo CAM – quando região da transição do colo femoral e da cabeça do fêmur perde seu formato arredondado ideal.
– Alteração do tipo PINCER – quando há excesso de osso na cobertura do acetábulo em relação à cabeça femoral.
– Forma mista – combinação das duas alterações, sendo a mais comum na prática clínica

Estudos mostram que essas alterações são relativamente frequentes na população geral, inclusive em indivíduos sem sintomas. O que determina o aparecimento da dor é, geralmente, a associação dessas alterações ósseas com fatores de risco clínicos e funcionais, que aumentam a demanda sobre a articulação. Entre os mais relevantes, destacam-se:

– Atividade física de alta intensidade ou repetitiva.
– Movimentos frequentes em amplitude extrema do quadril.
– Prática esportiva competitiva.
– Alterações da mobilidade e controle muscular.
– Características individuais da cartilagem e do labrum.
– Esse conjunto ajuda a explicar por que alguns pacientes apresentam alterações no exame de imagem mas não têm sintomas, enquanto outros evoluem com dor e limitação.
– O ponto central é que o impacto femoroacetabular resulta da interação entre anatomia, movimento e demanda funcional.

Sintomas do impacto femoroacetabular

O sintoma mais característico é a dor na região da virilha, geralmente relacionada ao movimento. Outros sintomas comuns incluem:

– Dor ao permanecer muito tempo sentado.
– Desconforto ao entrar e sair do carro.
– Dor durante atividades físicas.
– Sensação de estalos ou travamentos.
– Limitação progressiva da mobilidade do quadril.

A evolução pode ser gradual e, em muitos casos, relacionada a atividades específicas.

Impacto femoroacetabular tem cura?

O impacto femoroacetabular não é uma doença degenerativa no mesmo sentido da artrose, mas sim uma condição mecânica, caracterizada por um contato anormal entre os ossos do quadril.
Isso significa que, quando identificado corretamente, é possível atuar de forma eficaz para:

– Controlar os sintomas
– Preservar a articulação
– Evitar a progressão do dano
– Melhorar a função e a qualidade de vida

No entanto, um ponto fundamental precisa ser considerado: a presença de lesões associadas, especialmente do labrum e da cartilagem articular. Quando essas estruturas já estão comprometidas, dependendo da gravidade e do padrão da lesão, a expectativa de “cura” passa a ser relativizada.

Isso porque, embora seja possível corrigir o conflito mecânico (principal causa do impacto), as lesões já estabelecidas podem não ser totalmente reversíveis — principalmente nos casos com dano cartilaginoso mais avançado.

Nos casos em que há falha do tratamento conservador, a cirurgia — geralmente por artroscopia — permite corrigir o conflito mecânico, tratar lesões associadas e melhorar a função, com bons resultados quando bem indicada.

O ponto-chave é que o prognóstico depende diretamente do estágio da doença no momento do diagnóstico.

Tratamento do impacto femoroacetabular

O tratamento depende da intensidade dos sintomas, do nível de atividade do paciente e do grau de comprometimento articular.

  • Tratamento conservador (Indicado principalmente em fases iniciais, sintomas recentes, pouca deformidade e sem lesões associadas):- Fisioterapia especializada
    – Reequilíbrio muscular
    – Modificação de atividades
    – Controle da dor
  • Tratamento cirúrgico (Indicado quando há dor persistente, limitação funcional e lesões de labrum passíveis de correção): Artroscopia do quadril- Correção das deformidades ósseas
    – Tratamento de lesões labrais
    – Quando bem indicado, o procedimento apresenta bons resultados, especialmente em pacientes jovens e ativos.

O momento certo de avaliar faz diferença

Importante ressaltar que nem toda alteração no exame de imagem precisa de tratamento. Uma avaliação especializada permite:

– Correlacionar sintomas com achados de imagem
– Evitar tratamentos desnecessários
– Identificar o momento ideal de intervenção
– Planejar o tratamento de forma individualizada.

 

Perguntas Frequentes

Nem sempre. Muitas pessoas têm alterações no formato do quadril e nunca desenvolvem sintomas. O problema se torna relevante quando há dor, limitação funcional ou lesão associada do labrum ou da cartilagem.

Não. O tratamento depende dos sintomas. Muitos pacientes melhoram com fisioterapia e ajuste de atividades. A cirurgia é indicada apenas quando há falha do tratamento conservador.

Sim, na maioria dos casos — desde que com orientação adequada. Movimentos que forçam muito a flexão do quadril podem precisar de adaptação. Esportes com maior demanda de mudança de direção tendem a apresentar resultados mais limitados quando do tratamento conservador.

A cirurgia tem como objetivo reduzir o conflito mecânico, aliviar os sintomas e proteger a articulação, mas não garante que a artrose não irá ocorrer.
O risco de evolução depende principalmente de fatores como:

– Grau de lesão já existente (cartilagem e labrum)
– Tempo de evolução antes do tratamento
– Características individuais da articulação
– Equilíbrio entre mobilidade e estabilidade após a cirurgia

Quando indicada no momento adequado, a cirurgia pode reduzir o risco e retardar a progressão da artrose. No entanto, se já houver dano estrutural mais avançado, o objetivo passa a ser preservar a articulação pelo maior tempo possível, e não necessariamente impedir completamente a degeneração.

O diagnóstico é feito com base na combinação de:

– História clínica
– Exame físico
– Exames de imagem (radiografia, tomografias e ressonância)

A imagem isolada não define o diagnóstico.

Sim. Quando bem indicada, é um procedimento minimamente invasivo, com bons resultados e recuperação relativamente rápida.

Na maioria dos casos, sim. No entanto, o retorno não é automático e depende de alguns fatores importantes:

– Grau de lesão pré-existente (principalmente cartilagem e labrum).
– Tipo de esporte praticado.
– Nível de exigência (recreativo vs. competitivo).
– Qualidade da reabilitação pós-operatória.

De forma geral, muitos pacientes conseguem retornar ao esporte, especialmente em nível recreativo. Já esportes com alta demanda de rotação, impacto e mudança de direção podem exigir mais cautela e apresentar resultados mais variáveis.

O tempo de retorno costuma variar entre 3 a 6 meses, podendo ser maior em casos mais complexos.
O ponto-chave é que o retorno ao esporte deve ser progressivo, orientado e individualizado, com foco não apenas em voltar a praticar, mas em fazê-lo com segurança e menor risco de recorrência dos sintomas.

Sim, especialmente quando os sintomas são leves. O acompanhamento, controle e adaptação das cargas são fundamentais.

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Tendinopatias do quadril (síndrome dolorosa do grande trocânter): entenda DE FATO o que é. https://gabrielsevero.com.br/tendinopatias-do-quadril-sindrome-dolorosa-do-grande-trocanter-entenda-de-fato-o-que-e/ https://gabrielsevero.com.br/tendinopatias-do-quadril-sindrome-dolorosa-do-grande-trocanter-entenda-de-fato-o-que-e/#respond Thu, 30 Apr 2026 17:35:54 +0000 https://gabrielsevero.com.br/?p=367

O que é a síndrome dolorosa do grande trocânter?

A síndrome dolorosa do grande trocânter (SDGT) é uma das causas mais frequentes de dor no quadril, caracterizada por dor na região lateral da articulação.

Embora frequentemente chamada de “bursite trocantérica”, atualmente sabemos que, na maioria dos casos, o problema está muito relacionado a tendinopatias dos músculos glúteo médio e glúteo mínimo, responsáveis pela estabilização da pelve.

Ou seja, trata-se de uma condição associada à sobrecarga e disfunção muscular, e não apenas a um processo inflamatório isolado, seja do tendão ou da bursa.

Como o quadril participa diretamente da estabilidade da pelve e da marcha, alterações nesse sistema podem impactar significativamente o conforto e a funcionalidade no dia a dia.

Por que a tendinopatia do quadril acontece?

A SDGT é uma condição multifatorial, relacionada principalmente à sobrecarga aos tendões e alterações da mecânica do quadril. Entre os fatores mais importantes estão:

Sobrecarga repetitiva.
Fraqueza dos músculos abdutores do quadril.
Alterações no padrão de marcha.
Desequilíbrios musculares.
Aumento da compressão dos tendões contra o grande trocânter.

Do ponto de vista epidemiológico, é mais comum em:

Mulheres entre 40 e 60 anos.
Pacientes com sobrepeso.
Indivíduos com patologia lombar associada.
Pessoas com alterações biomecânicas dos membros inferiores.
Alterações hormonais (menopausa, hipotireoidismo, entre outras).

Assim como em outras condições do quadril, o aparecimento da dor costuma estar relacionado à interação entre carga, função muscular e controle biomecânico.

Sintomas da tendinopatia do quadril

O sintoma mais característico é a dor na lateral do quadril, sobre a região do grande trocânter. Outros sintomas comuns incluem:

Dor ao deitar sobre o lado afetado.
Sensibilidade local ao toque.
Dor ao levantar-se, caminhar ou subir escadas.
Irradiação da dor para a face lateral da coxa.

Tendinopatia do quadril tem cura?

Sim! As tendinopatias do quadril são condições absolutamente tratáveis, embora geralmente exijam um tratamento progressivo, com seguimento e participação ativa do paciente, podendo apresentar períodos de oscilação dos sintomas ao longo do processo. Na maioria dos casos, porém, apresentam boa evolução com tratamento adequado.

O objetivo do tratamento é:

Reduzir a dor inicialmente.
Restaurar a função muscular.
Corrigir a sobrecarga.
Evitar recorrência dos sintomas.

Quando bem conduzido, o tratamento pode levar à resolução completa ou controle duradouro dos sintomas.

Tratamento da síndrome dolorosa do grande trocânter

O tratamento conservador tem como princípio central não apenas tratar a dor, mas reduzir a sobrecarga compressiva sobre os tendões e restaurar a função do sistema musculoesquelético do quadril.

Controle de carga e modificação de hábitos – Especialmente aqueles que aumentam a compressão lateral do quadril.

Reabilitação muscular direcionada – O foco não deve ser apenas no fortalecimento isolado dos abdutores, mas sim na reorganização de toda a cadeia cinética (glúteo máximo, core, estabilidade lombo-pélvica, além do controle neuromuscular em tarefas funcionais como marcha e subida de escadas).

Progressão de carga – Evolução de exercícios isométricos → concêntricos → excêntricos e adaptação individual conforme resposta do paciente. O erro mais comum é tanto o excesso quanto a falta de carga.

Terapias complementares – Podem ser utilizadas em casos selecionados:
Ondas de choque e infiltrações (com critério e indicação adequada).
Essas estratégias auxiliam, mas não substituem a reabilitação.

O tempo de evolução costuma ser um fator ansiogênico para o paciente e deve ser orientado pelo especialista, já que a melhora costuma ocorrer de forma progressiva, ao longo de semanas a meses, dependendo da gravidade e da adesão ao tratamento.

O tratamento cirúrgico raramente necessário, indicado em casos específicos e refratários, ou quando associados a grandes rupturas.
O momento certo de avaliar faz diferença

Muitas vezes, a queixa de dor lateral do quadril é menosprezada e tratada de forma inespecífica, o que pode levar à recorrência. A avaliação, quando realizada por cirurgião especializado, permite:

Identificar a causa real da dor.
Diferenciar de outras patologias do quadril.
Direcionar o tratamento correto.
Acelerar a recuperação.

 

Perguntas Frequentes

Não. Embora o termo “bursite” seja amplamente utilizado, hoje sabemos que, na maioria dos casos, a dor lateral do quadril está relacionada a tendinopatias dos músculos glúteo médio e mínimo, e não apenas a um processo inflamatório da bursa.

Na prática, trata-se de uma condição de sobrecarga e disfunção muscular, em que a bursa pode até estar envolvida, mas raramente é o principal problema. Isso muda diretamente a forma de tratamento, que deve focar na reabilitação muscular e no controle da carga, e não apenas no uso de anti-inflamatórios.

Sim. Com tratamento adequado — principalmente fisioterapia direcionada, progressão de carga e reequilíbrio muscular — a maioria dos pacientes apresenta resolução dos sintomas ou controle duradouro da dor, com retorno progressivo e seguro às atividades.

O ponto-chave é tratar a causa da sobrecarga, e não apenas a dor, o que aumenta significativamente a chance de recuperação completa e reduz o risco de recorrência.

Que tipo de exercício devo realizar no tratamento das tendinopatias? Caminhada, pilates, reforço muscular, hidroginástica?

O mais importante não é um único tipo de exercício, mas sim um programa equilibrado que combine fortalecimento, controle neuromuscular e atividades de baixo impacto.

Na prática:

Reforço muscular (principal) → especialmente para glúteo médio, mínimo, glúteo máximo e core.
Pilates → excelente para controle postural e estabilidade do quadril.
Caminhadas → podem ser mantidas, desde que sem dor ou com sintomas leves e controlados.
Hidroginástica → boa opção em fases de maior dor, por reduzir carga articular.

O ponto-chave é que o exercício deve ser progressivo, bem orientado e adaptado ao seu nível de dor e função. Mais do que escolher a atividade, o objetivo é restaurar a capacidade do tendão de suportar carga, evitando tanto o excesso quanto a falta de estímulo.

Sim, é muito comum. A compressão direta sobre o grande trocânter pode agravar os sintomas.

A recuperação das tendinopatias do quadril não é imediata e depende do estágio da lesão e da forma como o tratamento é conduzido. De acordo com as melhores evidências disponíveis, parte dos pacientes tem boa evolução em 6 a 12 semanas. Porém em quadros mais crônicos os sintomas podem persistir por mais tempo, com até 50% dos pacientes ainda referindo desconforto em 1 ano, sendo fundamental um tratamento bem orientado para resultados duradouros.

A infiltração pode ajudar no controle agudo da dor, especialmente em fases mais sintomáticas, mas não trata a causa do problema. Por isso, deve ser vista como uma ferramenta complementar, facilitando a reabilitação — e não como tratamento isolado.

Em relação à frequência, não existe um número fixo universal, mas infiltrações repetidas devem ser evitadas, pois podem comprometer a qualidade do tendão ao longo do tempo.

É raríssima a necessidade de cirurgia. Ela será indicada apenas em casos persistentes e com lesões estruturais mais avançadas dos tendões (como rupturas parciais ou completas).

 
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Artrose do quadril: causas, sintomas e tratamentos modernos https://gabrielsevero.com.br/artrose-do-quadril-causas-sintomas-e-tratamentos-modernos/ https://gabrielsevero.com.br/artrose-do-quadril-causas-sintomas-e-tratamentos-modernos/#respond Thu, 30 Apr 2026 17:14:35 +0000 https://gabrielsevero.com.br/?p=364

O que é artrose do quadril (coxartrose)?

A artrose do quadril, também chamada de coxartrose, é uma doença degenerativa da articulação do quadril caracterizada pelo desgaste progressivo da cartilagem articular — o tecido que permite o deslizamento suave entre a cabeça do fêmur e o acetábulo.

Com a perda dessa cartilagem, ocorre aumento do atrito entre essas superfícies, reação inflamatória local e alterações estruturais na articulação, levando a dor, rigidez e perda de  mobilidade.

Os quadris são articulações muito importantes do corpo humano, responsáveis por suportar o peso, transmitir a carga e permitir movimentos essenciais do dia a dia, como caminhar, sentar e subir escadas. Por isso, quando é acometida pela artrose, o impacto na qualidade de vida pode ser significativo.

Por que a artrose do quadril acontece?

Embora muitas pessoas associem a artrose apenas ao envelhecimento, hoje sabemos que, na maioria dos casos, existe uma predisposição estrutural, associada a fatores de risco que aceleram o processo de desgaste.

A coxartrose é mais frequente a partir da sexta década de vida, com prevalência estimada entre 5% e 10% na população acima dos 60 anos, variando conforme características genéticas, estilo de vida e fatores biomecânicos.

Entre as causas estruturais mais relevantes estão:

  • Alterações no desenvolvimento do quadril, como a displasia
  • Pequenas deformidades ósseas, como o impacto femoroacetabular
  • Necrose da cabeça femoral
  • Sequelas de fraturas ou traumas 

Essas condições alteram o encaixe e a distribuição de cargas na articulação, criando um ambiente propício ao desgaste progressivo.

No entanto, a presença dessas alterações isoladamente nem sempre leva à dor.
O que frequentemente determina o início dos sintomas é a associação com fatores de risco clínicos e funcionais, que aumentam a demanda sobre uma articulação já predisposta.

Entre os mais bem estabelecidos na literatura, destacam-se:

  • Idade avançada – redução da capacidade de lubrificação e regeneração da cartilagem
  • Sobrepeso e obesidade – aumento da carga mecânica e inflamação sistêmica
  • Baixa qualidade muscular (sarcopenia) – menor capacidade de absorção de impacto pelos músculos, causando sobrecarga articular
  • Atividades de alto impacto ou sobrecarga repetitiva
  • Sedentarismo – pior controle neuromuscular e estabilidade articular
  • História familiar de artrose
  • Alterações do alinhamento e biomecânica do quadril 

Esse conjunto de fatores ajuda a explicar por que alguns pacientes permanecem sem sintomas por anos, enquanto outros evoluem com dor e limitação funcional de forma mais precoce.

O ponto central é que a artrose do quadril raramente é causada por um único fator — ela resulta da interação entre anatomia, carga e resposta biológica individual.

Sintomas da artrose do quadril

O sintoma mais característico da artrose do quadril é a dor na região da virilha, que pode irradiar para a coxa ou até para o joelho — um detalhe importante que frequentemente leva a diagnósticos tardios.

Outros sintomas comuns incluem:

  • Rigidez articular, principalmente ao iniciar movimentos
  • Diminuição da mobilidade do quadril
  • Dificuldade para atividades simples (calçar sapatos, cruzar as pernas, entrar no carro, subir escadas)
  • Dor progressiva com o esforço
  • Dor em repouso nos estágios mais avançados 

A evolução costuma ser gradual, mas progressiva.

Artrose do quadril tem cura?

A artrose é uma condição degenerativa e progressiva, ou seja, não existe uma “cura” no sentido de regeneração da cartilagem.

No entanto, existe tratamento altamente eficaz, capaz de:

  • Controlar a dor
  • Melhorar a função
  • Retardar a progressão
  • Restaurar a qualidade de vida

Nos casos mais avançados, a prótese total de quadril (artroplastia) é a solução definitiva, e com excelentes resultados a longo prazo. Esta cirurgia é, atualmente, um dos procedimentos com maior índice de satisfação na medicina — especialmente quando bem indicada e bem executada. 

Tratamento da artrose do quadril

O tratamento depende do estágio da doença, do perfil do paciente e do impacto funcional (grau de limitação).

Tratamento conservador

Indicado principalmente nas fases iniciais e/ou pacientes com menos queixas:

  • Fisioterapia especializada
  • Fortalecimento muscular
  • Controle de carga e peso corporal
  • Medicações analgésicas e anti-inflamatórias
  • Infiltrações articulares (em casos selecionados) 

Tratamento cirúrgico

Indicado em fases avançadas e quando há dor persistente, além de limitação funcional:

  • Artroplastia total do quadril (prótese)
  • Técnicas modernas minimamente invasivas
  • Recuperação progressiva e retorno à qualidade de vida 

Hoje, com planejamento preciso, tecnologia e implantes modernos, a cirurgia apresenta altas taxas de sucesso e durabilidade.

O momento certo de avaliar faz diferença

Esperar a dor se tornar incapacitante nem sempre é a melhor estratégia.

Uma avaliação especializada no momento adequado permite:

  • Diagnóstico mais preciso
  • Identificação da causa da artrose
  • Planejamento individualizado
  • Melhores resultados a curto e longo prazo

 

Perguntas Frequentes

A artrose do quadril geralmente não tem uma causa única. Ela resulta da combinação entre predisposição anatômica, carga mecânica ao longo da vida e resposta biológica individual.

Alterações como displasia do quadril, impacto femoroacetabular, sequelas de fraturas, necrose da cabeça femoral, além de fatores como envelhecimento, sobrepeso, histórico familiar e qualidade muscular, podem favorecer o desgaste progressivo da cartilagem.

Em muitos casos, a artrose se desenvolve de forma silenciosa ao longo dos anos, tornando-se sintomática apenas em fases mais avançadas.

Não necessariamente. Nas fases iniciais ou em pacientes com sintomas leves, é possível controlar a doença com tratamento conservador, que inclui: fisioterapia especializada, fortalecimento muscular, controle de peso, adaptação de atividades, medicações para dor, além de infiltrações (em casos selecionados).

A cirurgia é indicada quando há dor persistente e limitação funcional que impactam a qualidade de vida, mesmo após essas medidas.

A indicação cirúrgica não depende apenas do exame de imagem, mas principalmente dos sintomas. Em geral, considera-se cirurgia quando:

  • dor é frequente e limita atividades do dia a dia.
  • Há dificuldade para caminhar, subir escadas ou realizar tarefas simples.
  • O sono é prejudicado pela dor.
  • O tratamento conservador já não traz alívio adequado.

A decisão deve sempre ser individualizada, levando em conta o perfil do paciente, suas expectativas e o impacto da doença na sua rotina.

Atualmente, não existem medicamentos capazes de regenerar a cartilagem ou impedir completamente a progressão da artrose. No entanto, algumas medidas são fundamentais para controlar sintomas e reduzir a sobrecarga na articulação:

  • Manter boa qualidade muscular, realizando atividades físicas orientadas.
  • Controlar o peso corporal.
  • Dieta anti-inflamatória (prioriza alimentos naturais – frutas, verduras, peixes, azeite – e evita ultraprocessados – açúcar e gorduras trans) ajuda a reduzir a inflamação sistêmica de baixo grau, contribui para o melhor controle dos sintomas e desacelera a progressão da artrose.  
  • Fazer acompanhamento médico regular

Medicamentos podem ajudar no controle da dor, mas não modificam de forma definitiva a evolução da doença.

É comum, mas não deve ser considerada normal. O envelhecimento por si só não deve ser sinônimo de dor ou limitação.

Sim! Não apenas pode, como é recomendado. Exercícios bem orientados ajudam a reduzir a dor e melhorar a função.

Muitas alterações do quadril podem permanecer assintomáticas por anos. A dor costuma surgir quando há um desequilíbrio entre a estrutura da articulação e a carga que ela recebe, como após aumento de atividade, perda de força muscular, ganho de peso ou progressão do desgaste — fatores que ultrapassam a capacidade de adaptação do quadril e tornam o problema sintomático.

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Atualização internacional em cirurgia do quadril https://gabrielsevero.com.br/atualizacao-internacional-em-cirurgia-do-quadril/ https://gabrielsevero.com.br/atualizacao-internacional-em-cirurgia-do-quadril/#respond Thu, 16 Apr 2026 12:56:10 +0000 https://gabrielsevero.com.br/?p=294

Há poucas semanas, nos dias 12 e 13 de março de 2026, participei de um curso avançado de cirurgia do quadril em Watford, na Inglaterra, a convite da Smith & Nephew, uma das principais empresas globais na área de próteses e tecnologia ortopédica.

O evento foi estruturado em torno de discussão de casos e treinamento prático em cadáveres, com foco em artroplastia total do quadril (prótese) por via anterior, além de casos complexos e revisões. Participaram do evento cirurgiões experientes do Brasil e de outros países

O que isso significa na prática para o paciente?

Esse tipo de atualização impacta diretamente no resultado da cirurgia. Durante o curso, discutimos e colocamos em prática:

• Planejamento cirúrgico com precisão máxima
• Escolha adequada dos implantes para cada perfil de paciente
• Técnicas atuais, menos agressivas aos tecidos, que contribuem para maior estabilidade e durabilidade da prótese
• Estratégias para reduzir complicações
• Condutas em casos difíceis e opções cirúrgicas em pacientes que necessitam de revisão da prótese

Na prática, isso se traduz em decisões mais seguras e resultados mais previsíveis no centro cirúrgico.

Cirurgia do quadril exige atualização constante

A cirurgia de prótese de quadril evolui rapidamente. Novos materiais, técnicas e um melhor entendimento da biomecânica vêm mudando a forma como operamos.

O contato com centros internacionais permite incorporar à prática:

• Técnicas atuais e bem fundamentadas
• Implantes com melhor desempenho a longo prazo
• Mais segurança durante o procedimento
• Resultados mais consistentes

Compromisso com resultado e segurança

Todo esse aprendizado é aplicado no dia a dia.
O objetivo é claro: realizar cirurgias com precisão, segurança e bons resultados funcionais.

Se você tem indicação de cirurgia do quadril, vale a pena ser avaliado por um especialista atualizado e com experiência no procedimento.

Agende sua avaliação

Cada paciente tem suas particularidades, e a indicação cirúrgica deve ser individualizada.

Entre em contato para uma avaliação completa e para esclarecer dúvidas sobre o seu caso.

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